Texto de Débora
Novaes de Castro (Débora de Castro): "A
grafia da palavra Hai-kai, usada por Débora Novaes de Castro
até 1998,em seus 3 primeiros títulos haicaísticos,
prende-se desejo da autora em homenagear as origens desses tercetos
poéticos. Desde então, adotou a forma abrasileirada
de "haicai", justificada pelo seu Objeto de Pesquisa (Comunicação
e Semiótica-Mestrado-Puc-SP). Tema: O
HAICAI, NO MOVIMENTO POÉTICO BRASILEIRO."
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Texto de Débora
Novaes de Castro (Débora de Castro): "Haicai,
ao sabor ocidental, foi difundido no Brasil a partir do movimento
moderno de 1922, se bem que, já antes disso, em 1919, Afrânio Peixoto
em Trovas Populares Brasileiras, já traduzia Bashô e citava os haicais."
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Texto de Débora Novaes de Castro (Débora
de Castro): "...HAIKAIS,
considerado o primeiro livro publicado no Brasil: 52 haikais (grafia
do autor), Afrânio Peixoto, em 1931, inseridos dentro de um Ensaio,
publicado na Revista Exelcior, Rio de Janeiro."
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Texto de Débora
Novaes de Castro (Débora de Castro): "Guilherme
de Almeida, encantou-se tanto com o haicai oriental que encrustrou,
na jóia dos seus "haicais" (nomenclatura usada por
ele), particularidades inovadoras: as rimas (não existentes
no haicai das origens); porém conservando forma, leveza, sutileza,
silabação (5, 7, 5), na intenção única
de perpetuar "um momento de elite".(G.A.). Guilherme de
Almeida fundou uma escola, e seus haicais são conhecidos ou
denominados haicais guilherminos ou guilherminianos."
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Texto de
Débora Novaes de Castro: "O Haicai, moderno ou
livre, conserva as origens da forma (tercetos), a riqueza do conteúdo,
o enaltecimento de um momento especial, a leveza, o vislumbre; contudo,
abre um leque para a opção da titulação
(ter ou não); temas outros, que não só da "natureza"
(filosóficos, líricos sociais...); rimas (ter ou não);
e silabação ( dois versos mais curtos e um mais longo,
ou todos iguais, ou diferenciados). Importa que sejam momentos "belos"
a serem eternizados."
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Texto
de Débora Novaes de Castro (Débora
de Castro). 19/04/2005:
"O evento HAICAI é uma imagem colhida pelo poeta, no instante
único da sua descoberta, traduzida em três versos, tendo
como ponto de apoio um só objeto em torno do qual giram as
palavras que o compõe. Para que seja um Haicai, não
deverá haver rebuscamentos linguísticos, pois que se
revelaria em pura poesia - HAICAI é sim poesia, mas com características
próprias como Ode, Soneto, sextilhas, quintilhas, trovas e
até mesmo os tercetos; versa em torno de um tema da natureza,
podendo também, no caso dos haicais modernos ou livres, serem
líricos, filosóficos, políticos, humorísticas,
sociais e eco-sociais. Nos Haicais, os versos devem se afastar da
prosa; de outro modo, seriam pensamentos grafados em três linhas.
Os Haicais podem ser titulados ou não, pontuados ou não,
com o uso de maiúsculas ou não; porém, sempre
em três versos, girando mais ou menos entre l7 sílabas
(5,7,5), como os de raiz oriental (um pouco mais ou um tanto menos),
dependendo da necessidade da exposição da idéia
e do modelo a ser adotado (oriental, guilherminiano ou moderno/livre)."
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Texto
de Débora Novaes de Castro (Débora
de Castro), a Carlos Moraes, Presidente do Clube dos Escitores de
Piracicaba-SP, 01/04/2005,
justificando a não pontuação e inexistência
de maiúsculas nos haicais de sua autoria (DNC)
escolhidos por (CM) e publicados na Resista
do Clube, jan. 2005, (alterados) "... Quanto aos haicais, minha
tese de mestrado "O HAICAI NO BRASIL: Comunicação
& Cultura" , abril 2004", Puc-SP, mostra, justamente
as 3 correntes do haicai no Brasil: oriental, européia, moderno
ou livre (este, a fusão dos anteriores mais uma pitada da pátria
hospedeira). A sua origem oriental, ideogramas (sem pontuação
por serem imagens desenhadas), na passagem para a linguagem formal,
oferece as duas possibilidades, assim como nos mostram os primeiros
criadores da arte ao aportarem em solo brasileiro.
Espero ter esclarecido e justificado,a respeito da minha produção
haicaística, que nada tem de inovadora, pois que há
outros tantos haicaístas adeptos dessa modernidade."
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