Jack Rubens (em memória)
Cortesia da coordenadora Débora Novaes de Castro

Biografia:

Jack Rubens, nasceu em Pelotas-RS,1918, e nos deixou em 4 de setembro, 1996. Jornalista e Radialista atuante, durante a ditadura militar, esteve um período exilado e outro na clandestinidade no Brasil, lutando pela volta da democracia. Livros publicados, participação em diversas Antologias, muitos prêmios. Membro de várias entidades literárias do país e do exterior. Assinava a coluna "Prosa e Verso", do Jornal " Tal & Qual, de Porto Alegre-RS, onde residia. ( In Hai-kais ao Sol, 1995,


Últimas notícias:

Dr. Gley Pacheco Costa, filho de Jack Rubens, nos escreve a pedido do pai, de Porto Alegre, em lo. de maio de 1996, nos informando da hospitalização e das duas cirurgias a que nosso tão especial amigo e poeta se submetera. Reproduzimos o final desta,
"... Lamentavelmente, está extremamente debilitado, sem nenhuma condição de escrever. Preocupado, pediu-me para dar esta informação aos seus amigos mais queridos, entre os quais citou seu nome. Um abraço afetuoso (assinatura manual )".

Tivemos notícia do passamento, por carta enviada pela filha, Sandra Pacheco Costa, de Porto Alegre-RS, datada de 19 de setembro de 1996, da qual transcrevemos partes,
"
O meu pai, o Jack Rubens, o nosso amigo, nos deixou no dia 4 de setembro, após completar, dia 1o., 78 anos. É com muita dor e saudade que lhe escrevo... Embora não fosse esta a carta que eu gostaria de estar escrevendo por ele, assim foi seu desejo e estou a cumpri-lo, com prazer, por saber que se trata de um amigo especialíssimo... Um abraço (assinatura manual)" e nos conclamava a participar de uma homenagem que seria prestada ao Jack, na publicação de outubro de Tal & Tal. Igualmente, com muito prazer mesmo enviamos publicação.

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In HAICAIS SO SOL, Ed.Livroarte, 1995, p.43

junto ao meu ouvido
o mar fala comigo
ao sussurro da concha.

os barcos
singram as águas
os sonhos ficam na praia.

cartas dos meus amigos
borboletas brancas
batendo em minha janela.

***

(Poema publicado no Jornal LINGUAGEM VIVA,
Ano VIII, no. 87, novembro de 1996, São Paulo)


CANOA DE SONHOS
Débora Novaes de Castro

A brisa virou mais forte
e do carinho ao estranho porte
de vento letal soprou...
e um bravo cravo escarlate
de alta estirpe, um vate
da poesia, ceifou.

Foi-se, flor despetalada,
num floco boêmio de nuvem
habitar gentis paragens...
aqui deixou suas cores,
o viço, perfume, amores
e os versos que cantou.

***
(HAICAIS AO SOL, 1995, pela sua coordenadora, rende Homenagem
a Jack Rubens, um dos seus participantes)

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