VALE
DOS HAICAIS
Analice
Feitoza de Lima
Cortesia
da coordenadora Débora Novaes de Castro
Biografia:
Analice Feitoza
de Lima
nasceu na Fazenda Cruz de São Miguel, município de Bom Conselho,
Estado de Pernambuco, no dia 18 de setembro de 1938. Filha de Pedro Feitoza
de Lima (falecido) e D.Joanira Feitoza de Lima (falecida). É escrituraria
aposentada. Fez o curso Prático de Comércio, diplomada em
acordeon pelo Conservatório Musical Mangione (SP); e curso de Metodologia
Intelectual, e outros.
Graduação em Letras pela Faculdade de Filosofia, Ciências
e Letras “Santana” de São Paulo. Assídua colaboradora
da Imprensa.
Pertence à Casa do Poeta de São Paulo, União Brasileira
de Escritores (UBE)-SP, União Brasileira de Trovadores (UBT)-SP e
outras. Participa de várias coletâneas. Premiada em vários
concursos de trovas haicais e poesias. É atual vice-presidente da
Casa do Poeta “Lampião de Gás” de São Paulo.
Tem colaborado em vários programas de rádio como: “Saudade
também tem hora” na extinta Rádio Excelsior de São
Paulo, do radialista Délio Santos; Rádio Piratininga de São
Paulo e Rádio Mulher, de Silvana Aguiar. Na Rádio Cometa de
São Paulo, dizia poesias em um programa que a Casa do Poeta participava.
Foi algumas vezes ao programa de Valdir Brambila, na Rádio Nacional
de São Paulo, atual Rádio Globo. Muitas e muitas vezes declamou
poesias no Cantinho Poético, de Maria de Lourdes Macedo, poetisa
que ficou mais de 20 anos, na Rádio São Paulo. Também
colaborou no Velho Realejo, do radialista Salomão Júnior.
Ainda a título de colaboração, no programa de Alexandre
Nemeth, Rádio Gazeta de São Paulo. Participou de vários
programas da radialista Ariana Villar: Rádio Boa Nova, de Guarulhos-SP,
Cumbica, Ponto FM, Nova Tropical FM etc.
É autora dos livros de poesias: APELOS DO CORAÇÃO,
1989, E CORAÇÃO EM CHAMAS, 2002.
email:
analicefeitoza@bol.com.br
Texto:
enviado pela autora
*
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Correntes de chuva.
Resvalando rua abaixo
barcos de papel.
Cidade
enfeitada.
Poças de água na calçada.
E o luar passeando...
Entrando
apressados
pelas frestas da janela
raios de luar.
Barracão
sem luz.
E uma réstia de luar
ladrilhando o chão
Imenso
jardim,
e sobre flores diversas
enxame de abelhas...
A flor
no cabelo,
a menina leva a cesta,
margaridas brancas.
“É
inverno? Que importa
meu coração é verão.
Vem que eu fecho a porta”.
Crianças
em festa.
Correntes águas de inverno.
Pássaro arrastado.
O inverno
chegou.
Gélidos corpos na rua.
Um teto sem casa.
O outono
chegou.
Pássaros estão em festa.
Quebra-se o estilingue.
